E SE EU FOSSE ASTRONAUTA?

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Na infância, ficamos algum tempo pensando no futuro. O tempo parecia parar quando imaginávamos tudo aquilo que poderíamos fazer. Quando o sonho ia longe, pensar em ser Astronauta dava uma sensação dos pés saírem do chão e o corpo flutuar. Sensação parecida quando o desejo era saltar como uma bailarina do balé Bolshoi.

O tempo passa e vários outros sonhos vão se somando aos anteriores, às vezes, um deles é tão certo que, com 17 anos, já temos certeza de dizer “quero ser um médico, professor ou astronauta”.


Sonhar é bom e imaginar fazer algo é quase como se fosse um ensaio para esse “fazer futuro”. Mas  acontece que nem sempre sonhando sabemos o que realmente queremos, e esses desejos imaginados vão passando como telas, que esquecemos por que foram pintadas.


E aí, bate na porta a obrigação de escolher uma profissão e somos tomados a decidir entre diversos caminhos: aquela profissão que mais dá dinheiro, aquela que mais me realiza, aquele trabalho que o cara da TV faz tão bem ou a outra, como é mesmo o nome? Engenharia de Petróleo, que na certa é a profissão do futuro! Podemos também optar por uma em que somos bons no que fazemos ou quem sabe a profissão de nossos pais, já que o tempo todo ouvimos que puxamos muito a eles.

Conhecemos muitas pessoas ao longo da vida e, as vezes, achamos que todas elas escolheram suas profissões com critérios mais ou menos parecidos. A verdade é que as pessoas escolhem suas profissões das formas mais variadas possíveis, desde sorteando um curso na lista de uma faculdade, até resolvendo fazer algo que dê satisfação. E tirando a primeira opção, que pode resultar em uma grande dor de cabeça, formas diferentes de escolher uma profissão não significam que existem formas mais certas e mais erradas.


As diversas influências que nos atingem na hora de uma escolha importante são tão numerosas quanto a complexidade do ser humano.


Sonhar sempre ajuda, porque nos diz um pouco sobre nós mesmos, isto é, aquilo que sonhamos revela um pouco do que queremos experimentar na vida. E, as vezes, quem não sonha não sabe planejar, fica faltando um pedaço.

Mas e quando os sonhos são muitos e conflitantes? Ou quando eu não sei a partir de que critério escolho uma profissão? Essa é a hora da calma, se chegamos aqui com dezenas de problemas, já conseguimos dar o passo inicial para a solução, que, segundo Rubem Alvez, é a própria identificação do problema.


Às vezes, o jeito é o seguinte: tentar entender de onde vem essa ou aquela ideia a respeito de como escolher uma profissão e procurar o máximo de informações sobre ela, pensar em como seria realizar as atividades e a rotina que esta engloba.


E, se lá na frente, depois de escolher a “profissão certa”, quer dizer, a que no momento da escolha foi a melhor, percebermos que paramos de sonhar, talvez seja a hora de novamente fazer a perguntar “E se eu fosse  astronauta/filófoso/administrador/bailarina”?

 

Autora: Olívia Unbehaun Leal da Silva CRP 12/12734

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